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PaperLife

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13
Fev13

Razão vs. Coração

Um embate

Onde o intuito é ganhar.

O corpo pede um empate

Para a mente apaziguar.

 

A razão recua,

Simulando alguma fraqueza;

A justiça crua

É sempre a melhor defesa.

 

O coração insiste

Numa jogada combinada;

Se a afeição existe

É para ser usada.

 

Não falta moral,

Como num jogo de futebol;

Faltam gestos de um igual

Com sabor a mentol.

 

Existe apenas uma solução

Para o duelo transpor:

Unir o dom da razão

Ao sentimento adverso à dor.

13
Fev13

0:01

Sexta-feira.

7:00 da manhã.

Na mesa-de-cabeceira

O despertador grita, como se fosse meu fã.

 

Hora de levantar

E começar um novo dia.

(Mais tarde posso acordar

Sem aquela gritaria).

 

Diferentes vozes,

A mesma rotina;

Salvo pensamentos ferozes

E outros que ninguém imagina.

 

O tempo passa

Entre risos e gargalhadas;

A paciência, outrora escassa,

Doa lugar a imagens desvairadas.

 

Sexta-feira.

11:57 da noite.

Arrumo a roupa ligeira

E saiu em busca de algo que me afoite.

 

Venço o cansaço

Dando asas à imaginação;

É hora de ocupar o meu espaço

Na pista da diversão.

09
Fev13

Se…

E se eu te ignorasse?

Se fizesse de ti um desconhecido

E não te abraçasse,

Como se te tivesse esquecido?

 

E se eu esquecesse as vivências?

O que em tempos nos uniu,

Criou laços, dependências

E que o orgulho destruiu?

 

E se eu não mais te falasse?

Se não te fizesse sorrir

Como se não me importasse

Com a dor que queres encobrir?

 

E se eu morresse?

Chorarias por mim

Ou agirias como se eu merecesse

Tão insólito fim?

 

E se eu agisse como tu?

Se fosse fria, egoísta,

Expondo segredos a nu,

Esquecendo o passado altruísta?

 

E se (re)começássemos do nada?

Sem mentiras nem presunções,

Sem qualquer mascarada

Que nos leve a falaciosas acções?

05
Fev13

Prisioneiro/a

Quatro paredes,

Um destino incongruente.

Porque não vedes

O quanto estou inocente?

 

O cheiro dos excrementos,

O sabor a ferrugem,

São mórbidos tormentos

Dos fantasmas que me urgem.

 

Meu sangue marca cada dia

Sempre que amanhece

Aqui, nesta cela fria,

Onde o meu corpo aos poucos perece.

 

A vós imploro

A brisa para lá das grades,

Pois as lágrimas que choro

Cerrarão o pacto com Hades.

[…]

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