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PaperLife

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30
Ago11

"Lar doce lar"

Lar,

O canto onde me sinto segura,

O único local onde sou capaz de amar

E onde sei que tudo perdura.

 

Braços que me recebem abertos,

Uma expressão que se mantém estável.

Lágrimas que secam como desertos,

No calor de um regaço afável.

 

Meu coração sabe o caminho,

Meus passos simplificam a mente.

Aqui, onde jamais me faltará carinho,

Onde apago a dor e sigo em frente.

 

Assim é o meu lar;

Algo mais que um simples lugar.

24
Ago11

Pergunta sem rosto

Se perguntarem por mim,

Digam que cresci…

Digam que aprendi a ver

E que agora que sou assim

Recordarei o que esqueci;

Gritem até ensandecer

Que já não sou mais menina,

Que jamais serei perfeita

E que, no interior, continuo traquina.

Se quiserem saber como estou,

Sussurrem que nada me respeita

Mas que o meu alento voltou;

Procurem onde o meu corpo repousa

E acordem-me com um olhar,

Vazio e frígido como lousa,

Para que eu me possa levantar.

Se perguntarem por mim,

Mostrem como o tempo passou,

Como o silêncio deu lugar ao motim

E divisem que ninguém indagou,

Por muito que parecesse aposto,

Como talvez seria o meu rosto.

17
Ago11

Um novo caminhar

 

[…]

Deu um passo um frente.

Sentiu os grãos fazerem cócegas nos pés,

A areia quente a guiá-la num infinito.

Parecia uma nova pessoa de repente.

“Pareço-me com algo que não és?”

Uma pergunta douta que soou a um grito.

Correu como se não houvesse mais amanhã,

Como se tudo dependesse dela.

Alcançou então o mar.

Profundo, imenso, eterno…

Não percebendo como, sentiu-se anã,

Presa dentro de uma qualquer tela

Cuja beleza não se permitia acabar.

Era como o fim do inferno.

Caminhou sem sequer olhar para trás,

Sabendo que pelas pegadas a seguiriam

(Não pelas que o mar apaga,

Mas por aquelas marcadas na vida).

Finalmente encontrou em si a paz

E perdeu o pavor que a cegava.

Pode ainda não fazer com que sorriam,

Mas a imensidão sarar-lhe-á a ferida.

05
Ago11

Terra mia

Escuto um novo amanhecer murmurar,

O desafinar de um galo no poleiro

Anunciando ao povo um novo despertar,

Um outro dia para ser vivido por inteiro.

 

As andorinhas fazem os ninhos nos beirais,

Os homens desafiam a sua pouca sorte,

Vivendo da terra como meros mortais

Esquecendo todo e qualquer medo da morte.

 

O cheiro forte do café matinal,

O olhar sereno de quem vive mais um dia,

Fazem-me ter saudades da minha aldeia trivial,

Saudades de sorrir em virtude da alegria.

 

Nostalgias que recordarei sem escrever,

De um vilar que me ensinou a viver.

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