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PaperLife

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28
Jul11

Sonhar acordada

Venci os meus medos e voei,

Voei alto até não ouvir qualquer som

E num pulcro pássaro me tornei,

Chilrando sem que as notas fugissem do tom.

 

Senti a grandiosidade em cada poro,

A liberdade que tanto ansiava,

Mas percebi que ainda choro

Pelos medos que antes receava.

 

Acordei.

Tudo não passou de um mero sonho,

De uma imagem que recordarei

E que não será mais que isso, suponho.

 

Observo o vazio de forma circunspecta

E enquanto aguardo o sono que não chega,

Escrevo torto sobre uma linha recta,

Numa escuridão nua que me lega.

22
Jul11

O céu na terra

Procuro o aliviar do céu,

A paz no meu subconsciente.

Sinto agora o poder da terra,

O levantar do opaco véu,

Como o libertar de uma fera.

Fortaleço assim o meu eu;

Torno-me gente.

Meu espírito desistiu de ser ateu,

Deixou para trás palavras esquecidas

E deu lugar a actos recordados;

Esqueceu as histórias entorpecidas

E abriu portas aos meus vários fados.

Meu corpo fala sem temor,

Sabendo que o calarão;

Mostra apenas o seu valor,

As sombras acompalhá-lo-ão.

Junto-me a outros sem advertência,

Iguais e sem medo da consequência.

 

Hoje faço parte da multidão,

Pertenço a este Mundo

Como um filho a uma mãe;

Tenho direito a uma opinião,

Mesmo sendo eu ninguém.

Hoje sou o que sonhar ser,

Pois não deixarei a quimera morrer!

15
Jul11

Frio abraço

 

Procuro aquela antiga vivência,

Aquele comum porto de abrigo.

Sinto o tempo levar-me à demência,

Onde o vazio é um ombro amigo.

 

Tento fazer do impossível opinião,

Fraco verbo que depende do meu cansaço.

Faço da realidade uma recordação,

Pois o silêncio vale mais que um abraço.

 

Creio apenas na dor pungente,

Astenia minha que me torna crente.

Deixo de parte o que me faz sofrer,

Agora luto apenas por sobreviver.

08
Jul11

Falso pudor

A audácia outrora adormecida,

O despertar do espírito lutador.

Exangue alma destemida,

Combatendo em si o falso pudor.

 

Gélida lágrima que me atenua,

Escuridão na qual enfermo.

A dor de uma verdade crua,

O oscilar de um sonho ermo.

 

Um novo ressuscitar do dia,

Renovada fé que me corre nas veias.

Liberto de mim a soturna agonia,

Que me imobiliza como teias.

[...]

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