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PaperLife

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29
Jun11

O silenciar do grito

Pergunto eu,

Que sou uma pobre ignorante em vivências,

Que sociedade é esta,

Onde o rico engrandece

E o pobre perece?

Sugeria uma lavagem de consciências,

Por um termo às dependências.

Mas o meu falar ecoa como ritmo de festa,

Ouvir no momento e jamais reviver.

Tento imaginar como será não ter ninguém a meu lado,

Pedir para não ter que suplicar,

Dizer para mim mesma num sussurro

Que se juntou a fome à vontade de comer.

Dói como um mal criado…

O silenciar de um urro.

Algo que os sonhos nunca sonharam,

Nem os deuses jamais pensaram.

Seres de alma ausente,

Entes cujo futuro diz mais que o presente.

Todos nós temos uma hora,

Mas nem todos têm uma oportunidade.

Se acredito que o Mundo melhora?

Deixo isso nas mãos da realidade.

12
Jun11

Débil Mundo (continuação)

[…]

Pranto.

Olho perdida o fatal prometido,

Onde tudo perdeu o encanto

E nada será o que havia sido.

 

Rezo.

Orações perdidas com o vento

Num Mundo agora leso.

Sombra do que foi o meu alento.

 

Vivi.

Apelo aos deuses que me guiem,

Vendo lutar cada um por si.

Estou sozinha, sem ninguém;

Aqui, onde a vida vale menos que o respirar

E qualquer anjo é capaz de matar.

06
Jun11

Débil Mundo

Respiro.

Mundo obsoleto onde me encontro,

Pagando por cada suspiro,

Perdendo cada recontro.

 

Divago.

Observo o desmoronar de vidas.

Nada mais resta do que um ruído gago,

Recordações escritas, jamais lidas.

 

Peco.

Tormento que minha pele respira,

Onde cada voz é um eco

Pronto a combater uma multidão em ira.

 

Grito.

Pedaço de terra ensanguentado,

Imperado por um ente aflito

Que vê seu fado ser sepultado.

[...]

01
Jun11

Um modesto paradigma

 

Parei no passado.

Vejo-me de mão dada,  

Correndo para acompanhar longas passadas.

Nessa altura nem imaginava meu fado,

Apenas me sentia amada,

Naquelas longas e exíguas caminhadas.

Tinha pouco mais de metro.

Meu pai?

O dobro e era um pouco retro.

“A mãe já vai!”,

Ouvia eu sempre que chamava,

Sempre que caia e me magoava.

Vivia numa casa modesta;

Quatro paredes que me criaram assim,

Onde eu corria, pulava e dormia a sesta.

Boas recordações que guardo

E que parecem não ter um fim.

Tempos em que nunca me senti um fardo.

Hoje sigo todo o paradigma,

Com apenas uma mera diferença:

Não existe qualquer enigma,

Apenas uma forte crença.

Hoje sou criança

E assim sempre o serei.

Se me faltar a esperança?

Sei onde a encontrarei.

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