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PaperLife

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25
Mai11

Ser ou devaneio?

Pergunto-me se alguma vez sonhei,

Uma utopia profunda, sem mas nem porquês.

Recordo-me de quando roubava tempo a um tempo roubado.

Seria eu feliz?

Sonhava de quando em vez,

E sorria… Um sorriso imperfeito de um pequeno petiz.

Revejo-me naquele falso reflexo.

Serei eu uma ilusão?

Se assim fosse, o meu olhar não brilharia,

Nem escutava o ensinar do coração.

Pergunta idiota sem nexo.

O que sou então?

Um animal, racional ou não, depende da acção;

Uma criatura de Deus, que não teme o fim;

O sonho de alguém, tornado realidade…

(não, ninguém me vê assim)

Só sei que eu, sou eu

Faça sol, ou esteja escuro como breu.

Mas permanece em mim uma questão,

Que me persegue como um bicho medonho.

Envelheço com a idade e continuo em vão.

O que é um sonho?

21
Mai11

Omnipotente palavra

Num tempo obstante,

Força divina que me enfraquece.

Ser que sou de alento inconstante,

Devaneio que meu fado tece.

 

Indomável seja a tua palavra,

Submissa ao teu olhar serei.

Que se faça do meu passado uma ilusão macabra,

Predito facto que não temerei.

 

Omnipotente toque capaz de me redimir,

Mera brisa que me faz sorrir.

Silenciosos olhos os daquele que não quer ver,

Vera essência onde quero revivescer.

18
Mai11

Vivência banal

 

Criatividade rebelde e fugaz,

Instinto que me elevou a meio palmo.

Como uma ode que o tempo traz,

Pacificando meu ente calmo.

 

Silêncio atroador que me fez gritar,

Mundo aterrador que percorri descalça.

O desejo de um dia talvez voltar,

Uma grande criança naquela pequena balça.

 

Vivências onde fui algo mais,

Memórias apenas banais.

06
Mai11

Ser que sou

Sou pessoa,

Forte e cobarde animal.

Grito até que a alma me doa,

Clamor de um pecado capital.

 

Sou pessoa,

Imperfeita e vera criatura.

Orbe onde permaneço loa,

Sanidade que não mais perdura.

 

Sou o que nunca fui,

Tornei-me no que jamais serei.

Nova calamidade que assim flui,

Senil promessa que não quebrarei.

 

Sou pessoa,

Fútil ser onde o coração ecoa.

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