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PaperLife

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31
Mar11

VIII - Nefasto teatro

Se um adeus é pretérito,

Dir-te-ei que me és ainda mais.

Cedo ao mundo meu mérito,

Não me rendo a débeis mortais.

 

Aqui jazerei como eterno,

Meu alento vos aterrará.

Ardereis todos em meu inferno,

Vossa mágoa me purificará.

 

Teatro imposto como furtivo,

O despertar do seu ente vingativo.

Dor lancinante capaz de abater uma fera,

Sangue derramado sobre pura quimera.

 

Mudo Deus agora incapaz de ver,

Cego homem que pelo seu nume foi capaz de perecer.

20
Mar11

VII - Doce fel

Pecado venial que faz de mim penitente,

Vício a que chamo perfeição.

Este sentimento que me torna clemente,

Doce fel que perverte a minha oração.

 

Teus olhos que não me deixam mentir,

Brados silenciosos que por mim chamam.

Possantes braços onde me faço existir,

Teu nome meus lábios proclamam.

 

Prostração que me impele a viver,

Sou alguém, mais que um mero ser.

16
Mar11

VI - Deus (sur)real

 

Ele, criação de Afrodite a quem me dedico,

Devaneio que me preenche acordada.

Ente divino do qual não abdico,

Amável brutalidade que me faz sentir amada.

 

Olhar fatal que me seduz,

Espírito que sei que só a mim venera.

Desejo mútuo que me conduz,

União capaz de começar uma nova era.

 

Sentimento cobiçado por quem não merece,

Deus blasfemado, a ti dirijo a minha prece.

09
Mar11

V - Feroz deleite

Lábios que a fazem arrepiar,

Toque feroz que o enlouquece.

Físico que faz a sua respiração acelerar,

Traição que sua mente não esquece.

 

Ulo que o enche de prazer,

Corpo delicado agora possuído.

Calor capaz de o fazer tremer,

Presente que jamais será destruído.

 

Deleite que os une num só suspirar,

Esgotado ser ainda com forças para amar.

03
Mar11

IV - Fruto proibido

Sensualidade que fez dela um pecado,

Ventre cujo fruto proibido carrega.

Triste ser que se sente renegado,

Forte atracção que este não nega.

 

Bastardo que se adopta legítimo,

Aleive que custará uma vida.

Mãe que esconde o seu íntimo,

Mulher que jamais voltará a ser altiva.

 

Terno amante que o perdão lhe concede,

Impiedoso fado cuja ilação não mede.

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