Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

PaperLife

PaperLife

25
Fev11

III - Perfeita imperfeição

Excelência que a faz desejar,

Perfeita divindade na sua imperfeição.

Musa incapaz de conseguir perdoar,

Cegos aqueles que fazem dela uma oração.

 

Indigente lutador a seu ver,

Veraz guerreiro de um só alento.

Robusto homem sem qualquer poder,

Proibição que faz dele opulento.

 

Entes que se deixam guiar pelos seus afectos,

A união de dois corpos incompletos.

21
Fev11

II - Amante imortal

 

Bela penitente que o enfeitiçou,

Doce quimera que causa dependência.

Débil crente que seu amor arrebatou,

Assegurando termo á sua existência.

 

Penosa alma que a suporta,

Fruto desleal que quer esconder.

Amante que sua fé transporta,

Condenado á oblação do seu ser.

 

Amor impossível que os uniu,

Destino fatal que o reconstruiu.

18
Fev11

I - Indulto amargo

Um tempo distante,

O início de uma nova ordem.

A expectativa do indigente errante,

Fado do qual tenho desdém.

 

Uma lenda vivida num sonho,

A perfídia de uma existência.

Amor com presente medonho,

Soberania que entra em decadência.

 

Nume cega por um afecto violento,

Plebeu que o toma como seu alento.

10
Fev11

Na linha do horizonte

 

Vagueio por lugares outrora descobertos…

O tempo parece parar… sinto o teu toque, o teu cheiro, o teu sabor…

Não… Apenas sinto a brisa a bater no meu rosto, o cheiro a humidade da chuva que caiu ao anoitecer, o sabor amargo que deixaste.

Olho para o horizonte… A linha que separa a minha vontade de viver da tua de me ter.

Fraco, inquino, cobarde, como um errante em luta consigo próprio. Equívoco meu que agora me mostra onde pertenço, onde serei forte, ousada… e ao mesmo tempo ingénua.

Continuo o meu caminho, deixando para trás pegadas que o tempo se encarregará de apagar. A bruma pode cerrar o que foi construído a dois, mas jamais cerrará a força que me governa.

07
Fev11

Dor cega

Lágrimas que me sufocam,

Angústia que me mutila.

Teus braços que jamais me enlaçaram,

Pesar meu que simplesmente oscila.

 

Veneno nefasto que me rejuvenesce,

Solidão que me guarnece.

Dor que meu ente não esquece,

Saudade que por ti cresce.

 

Um amor por terminar,

Um novo princípio prestes a começar.

Sigam-me

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Blogs Portugal

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D